Mídia
Impressão, clique e chegada: o que você está comprando e por quanto.
CPM
relatado
custo ÷ mil impressões
Não tem faixa de "bom" e "ruim": o CPM diz qual público você está comprando, e a leitura é cruzar com o ticket que esse público sustenta. Ticket abaixo da faixa do seu CPM é pergunta de oferta desalinhada, não de otimização de tráfego.
CPMTicket que o público sustenta
R$ 11–20R$ 1–2 mil
R$ 21–40R$ 1,5–4 mil
R$ 41–60R$ 2,5–6 mil
R$ 61–80R$ 7–15 mil. Já cabe high ticket; público caro de anunciar porque tem poder aquisitivo
R$ 81–110High ticket ≥ R$ 10 mil, com cautela
R$ 111–150Sem high ticket a conta não fecha
"Não considere uma verdade absoluta aqui, mas esses números batem bastante."
O autor do método, em aula de dados e otimizações. O disclaimer acompanha a tabela obrigatoriamente.
Não tente consertar o CPM. Exceções nomeadas pelo próprio acervo: existe quem venda ticket de R$ 6 mil com CPM a R$ 20, e três nichos "mina de ouro" com CPM ~R$ 12 sustentando pós de R$ 12 mil convertendo a 10%. A tabela formula a pergunta; não dá o veredito.
CTR de link
não reconferida
cliques no link ÷ impressões
Cai ao longo do lançamento, e isso é normal. Servida com ressalva: não foi reconferida no material bruto, então trate como referência, não como régua assinada. E CTR alto não aprova nada: o meme com o maior hook rate do lançamento deu zero venda; um criativo com 1 milhão de views converteu 1,38%.
Connect rate
só o piso sobrevive
visitas na página ÷ cliques
O único limite que sobrevive é "ruim em 50%". O piso "bom: 86" foi removido do catálogo: o 86 só existia como topo de uma queda 86→71 num caso, nunca como régua. Sem piso assinado, connect rate alto é sinal, não aprovação.
Casos reais: previdenciarista 77,1% · dentista de próteses 45% · o próprio autor 86→71 durante a queda.
Página e checkout
Três réguas, três denominadores diferentes.
Ida ao checkout
medido
iniciou checkout ÷ visitas na página
Ideal ~18%. Verificação exata num relatório de tráfego de ago/2026: 10,61% de ida × 36,99% de checkout = 3,93% de conversão de página. Era este funil que costumava ser servido com o nome do outro: confira sempre qual dos dois você está lendo.
Conversão de checkout
medido
compra ÷ iniciou checkout
Formulação mais limpa do acervo (08/01/2026): "o checkout cai pra uns 35 e o page de checkout vai pra 16, 17, perto de 20".
Casos: previdenciarista 42,1% (saudável) · outro projeto 7% (gargalo declarado).
Conversão de página
medido, com rebaixamento
ingresso ÷ visitas, a consolidada
A régua é de fev/2025 e o próprio autor a rebaixou ao longo do ano: "hoje 5% é o normal". Use a faixa antiga para ambição e o 5% para expectativa. A identidade aritmética fecha em quatro fontes: 18% de ida × 35–40% de checkout ≈ 7% de página. Se seus três números não fecham nessa conta, um deles está errado antes de qualquer diagnóstico.
Casos: um projeto de advocacia abaixo de 2% refez o design inteiro sem mudar nada (design não era o gargalo) · um segundo 2,8% · um terceiro 2,6% no penúltimo dia.
Custo e receita por ingresso
Caro é o que não fecha na conta, não o que assusta.
CPA / CAC do ingresso
verbatim, corrigido
investimento ÷ ingressos, a média, nunca o do dia
Piso prático R$ 60. A maioria chega na casa dos R$ 100. Exceção de escala massiva: R$ 30–35. High ticket: R$ 200–400 é normal. O "R$ 50" que já foi servido nesta régua não existe em nenhuma fala; foi corrigido para 60 na reconferência de 27/08.
Antes de chamar de caro: com menos de ~150 ingressos vendidos a amostra não sustenta conclusão sobre CAC. E oscilação diária é o estado normal do pago: uma conta foi de R$ 70–77 para R$ 200 de um dia pro outro; outra série teve média R$ 75 com picos de R$ 104, 160, 170 e 150 na fase de teste, depois R$ 87, 50, 64. Leia por média e por fase.
Ticket médio por ingresso
medido
faturamento da captação ÷ ingressos
É ingresso + order bumps realizados, e é função do ticket do produto, não de competência. Cuidado: cinco grandezas diferentes circulam com este mesmo nome no acervo. Confirme o denominador antes de comparar com alguém.
Order bump
medido
bump aceito ÷ compras de ingresso
Histórico de referência da casa: 17–20%. Um projeto abriu em 10% e isso foi tratado como queda. O que muda a taxa é o tipo de bump, não o esforço de venda.
Num projeto com três bumps testados: gravação a R$ 197 → 2,2% · e-book → 11,6% · guia → 8,14%. Outro: 154 ingressos em 48h e uma gravação vendida (0,06%).
Primeiro princípio quando o bump não vende: preço, cashback e escassez antes de mexer no produto. Preço distante do ingresso quebra a âncora.
Evento e venda do principal
Onde o ingresso finalmente paga.
Comparecimento ao vivo
degraus truncados
presentes ÷ ingressos vendidos
Os 65–70% são o número da casa, pós-credenciamento, e vêm de fonte sem data. O acervo declara explicitamente que os alunos ficam entre 50% e 60%, alguns em 45%. Com o pacote de dever de casa rodado: 75–80%. Para efeito de cálculo, o default usado nos plantões é 50%: é o número conservador, use esse.
Casos: expert de tarô 36%, foi a 42% com o pacote inteiro · expert de veterinária 100 de 125 no grupo e 50–60 ao vivo · o próprio autor 48% no dia 1 e 41–42% no dia 2 no lançamento em que a API caiu na véspera.
Conversão na abertura (dia 1)
verbatim fev/2025
vendas ÷ base de ingressos
Sobre a base de ingressos, não sobre quem estava ao vivo: trocar o denominador aqui é o erro mais comum. Verbatim: "todo mundo converte entre 7% e 9% no dia 1". E é função do ticket: uma edição converteu 12% no dia 1 e a fala anexa diz que "o normal é 7 a 9% para tickets metade desse".
Sem histórico, rode o cenário pessimista: 4% · 6% · 8% · 10%. Se a conta não fecha no pessimista, o problema não é tráfego. Evidência de que subir ticket muda a conversão: um projeto foi de R$ 1.497 para R$ 2.497, esperava 12% e veio 8%; era 19,8% no ticket antigo.
ROAS do lançamento
verbatim
faturamento ÷ investimento
Verbatim: "ROAS ideal é 6, mínimo é 4, real é 5". Acima de 10 é prego: sinal de que há verba deixada na mesa, não de excelência. E cai naturalmente acima de R$ 500 mil – R$ 1 milhão de faturamento. ROAS caindo com faturamento subindo é o comportamento esperado, não uma piora.
Ingressos como % da base
fusão de faixas
ingressos ÷ base, com dois denominadores
Esta faixa é a fusão de duas réguas com denominadores diferentes e o catálogo proíbe aplicar sem desambiguar: 1–5% sobre seguidores · 5–6% sobre leads de um gratuito. Por lançamento, orgânico + pago do próprio público.
Um projeto encheu um grupo novo com ~350 pessoas e vendeu ~70 ingressos na abertura: 20% do grupo.
Quanto você pode pagar por ingresso
A peça que autoriza ou trava todo o resto.
Nenhuma régua acima decide nada sozinha. O que transforma "meu CPA está em R$ 100, tá caro?" em decisão é esta cadeia. Preencha e compare o CPA máximo tolerável com o CPA que você está pagando.
CPA máximo tolerável—para o ROAS-alvo
Margem de trabalho—opere 10–20% abaixo do máximo
ROAS projetado—ticket ÷ CAC do produto
Custo por lead real—CPA − ticket médio
CAC do produto—custo por lead ÷ conversão
Custo por pessoa ao vivo—conta paralela, não alimenta as outras
Quando esta conta não vale: com menos de ~150 ingressos vendidos (amostra insuficiente) · se você acabou de subir o ticket do produto principal (a conversão histórica deixou de valer) · se você não sabe se está lendo CAC de plataforma ou CAC geral: os dois números do mesmo lançamento diferem 40–50%.
A conta em ato, dois casos opostos. O dentista de próteses: CPA R$ 54, ticket médio R$ 47 → custo por lead R$ 7; mesmo no cenário pessimista de 6% o CAC dá R$ 116 e o ROAS ~12. CPA tolerável ~R$ 346, e o gestor tinha travado a escala porque num dia o CPA bateu R$ 100. O terapeuta de radiestesia: CPA R$ 219, conversão 4,15%, ticket R$ 2.997 → para ROAS 5 a diferença CPA − ticket médio não pode passar de ~R$ 24. Mesmo método, uma autorização e um freio.